14 Jan 2020

Heleno para Bolsonaro: “Se demitir Moro, seu governo acaba”

Se chama Tormenta (Amazon) o livro da jornalista Thais Oyama que chega às livrarias na sexta-feira e relata os bastidores do primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. Entre os detalhes está a informação que, em dado momento, o presidente decidiu demitir o ministro Sergio Moro. Foi quando Moro se dirigiu ao STF para pedir que a Corte não paralisasse o uso do Coaf nas investigações de corrupção, o que prejudicaria o senador Flávio Bolsonaro. Preocupado com o filho, Bolsonaro se irritou. O ministro Augusto Heleno o dissuadiu — “Se demitir Moro, seu governo acaba.” É o jornalista Guilherme Amado que conseguiu em primeira mão cópia do texto. O caso do filho Zero Um é uma preocupação permanente. Em dezembro de 2018, antes da posse, o ex-assessor Fabrício Queiroz iria prestar depoimento ao Ministério Público isentando o presidente e a família de relação com ele. Na última hora, o próprio Bolsonaro deu ordens para que faltasse, de onde nasceu a fama de fujão. Oyama revela, também, que o filho Zero Dois tentou colocar seu primo e amigo Léo Índio como assessor no Planalto. O então ministro Alberto dos Santos Cruz se recusou, afirmando que Índio não tinha as qualificações necessárias. Começava ali a queda do general, demitido do governo. Carlos, ela conta, toma remédios de estabilização de humor, o que mantém seu pai em permanente alerta, preocupado. A pré-venda, na Amazon, disparou. (Época)

E por falar no ministro da Justiça… Estimativa da Associação dos Magistrados Brasileiros enviada ao CNJ, aponta que o juiz de garantias vai custar pelo menos R$ 1,16 bilhão por ano aos cofres públicos. A AMB diz que será preciso contratar mais de dois mil novos juízes, já que a nova medida determina que um único processo seja conduzido por dois juízes diferentes. (Congresso em Foco)

Sergio Moro, que foi contra a medida, disse esperar que o STF ou o CNJ corrija o que considera problemas técnicos graves na figura do juiz de garantias. Para o ministro, a medida sancionada no pacote anticrime pelo presidente tem muitas questões indefinidas. Se vale apenas para primeira instância, por exemplo, ou ainda se será ou não aplicado às investigações e ações penais em andamento. O ministro afirmou que deseja ajudar o Congresso a reverter decisão do Supremo sobre a condenação em segunda instância, uma de suas principais bandeiras. (Estadão)

Vai ter Brasil no Oscar. O documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa está entre os indicados pela Academia. A nomeação do filme, que conta a história do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, acirrou ainda mais a polarização política nas redes sociais. O ex-presidente Lula e Manuela D’Ávila (PCdoB) foram alguns que comemoraram em suas contas no Twitter. Em nota, Dilma disse que o documentário é corajoso por mostrar o jogo sujo. Enquanto, o PSDB ironizou a indicação chamando a produção de ficção. O secretário Especial de Cultura do governo, Roberto Alvim, também foi na mesma linha e disse à coluna da Mônica Bergamo que “se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação”. Em sua crítica, o Movimento Brasil Livre aproveitou ainda para divulgar o seu filme sobre o processo, que para eles, prestigia as pessoas que foram às ruas à favor do impeachment.

Essa não é a primeira vez que o documentário causa polêmica. Quando foi lançado, Petra foi questionada por modificar uma foto em que aparece dirigentes do PCdoB, o jornalista Pedro Pomar e Ângelo Arroyo assassinados pela ditadura militar. A fotografia original foi manipulada com software de edição para retirada de armas que estavam na original. Manipular digitalmente imagens do passado é uma prática particularmente polêmica entre documentaristas, ainda mais quando o público não é alertado de que houve modificação da informação original. Petra admitiu ter retirado duas armas que teriam sido colocadas ao lado deles pelos militares. Segundo a cineasta, ela removeu como homenagem a Pedro para criar uma imagem mais próxima à provável “verdade”. (Piauí)

Antes de chegar ao OscarDemocracia em vertigem já havia sido aclamado em Sundance, em janeiro de 2019, e foi ovacionado pelo público. Para a audiência estrangeira, o documentário tornou-se uma espécie de espelho do contexto político contemporâneo global. Em dezembro, o documentário foi incluído na lista de melhores filmes do ano do New York Times. “Apesar de escrupulosa na junção de fatos escondidos e uma intérprete reflexiva dos eventos públicos, Costa não produziu um trabalho de jornalismo objetivo ou de historiografia independente, e sim um encontro pessoal com o passado e o presente de sua nação”, escreveu A. O. Scott, o principal crítico do Times. “É uma crônica sobre a traição cívica, abuso de poder e corações partidos. Ela não esconde seu lado político e sua franqueza amplia ao invés de diminuir a credibilidade do que conta”.

Heloísa de Carvalho, filha de Olavo de Carvalho já está trabalhado em dossiê que levará à CPMI das Fake News contra o seu pai. A sua convocação ainda não foi votada pela comissão, mas, segundo Guilherme Amado, ela está fazendo um compilado de informações falsas contadas por Olavo. (Época)

Dez dias após a morte por míssil do general iraniano Qassim Suleimani, o presidente americano Donald Trump se manifestou novamente a respeito das razões que levaram à decisão. “Não importa realmente”, afirmou, “por conta de seu passado horrível”. Durante o fim de semana, o presidente havia dito à imprensa que seu governo tinha informações de que quatro embaixadas estavam na iminência de serem atacadas. Seu ministro de Defesa e parlamentares republicanos fugiram de confirmar isto, dando a entender que as informações de inteligência não têm esta clareza. Está se consolidando a impressão de que o governo não tinha razões sólidas para o ataque. (New York Times)

CULTURA

Em 2013, Seu Jorge e sua mulher se mudaram de São Paulo para Los Angeles; no ano passado, Rogê o acompanhou com a mulher e os dois filhos. Eles agora vão fazer três shows nos Estados Unidos; o primeiro, na quinta-feira, no Teatro Town Hall em Nova York, faz parte do Winter Jazzfest. O show é baseado num novo disco que será lançado em 2 de fevereiro e lembra as glórias – a natureza, a comida, a música, os deuses folclóricos – de um país que os dois homens deixaram para trás. O nome: Seu Jorge & Rogê: Night Dreamer Direct-to-Disc Sessions (NYT)

COTIDIANO DIGITAL

Se depender dos EUA, o Reino Unido não vai usar a rede 5G da Huawei. Os americanos estão pressionando os britânicos a não aceitarem os equipamento da empresa chinesa. Os EUA alegam que a tecnologia pode ser usada pela China para espionar a relação do Reino Unido com Pequim. A decisão, no entanto, não é fácil, principalmente no momento do Brexit. De um lado, os EUA, um importante parceiro comercial do Reino Unido e que o primeiro-ministro, Boris Johnson fez de sua campanha conquistar um acordo maior com os americanos. Do outro, os chineses, que há muito tempo são pela Huawei um fornecedor importante do setor de telecomunicações britânico, o que significa que optar por outra empresa pode desacelerar o desenvolvimento do seu 5G. A decisão deve ser anunciada em breve, segundo o ministro britânico da Segurança, Brandon Lewis.

Enquanto isso, por aqui, o ministro Marcos Pontes disse que o 5G só deve chegar até o início de 2022.

O jogo Pokémon Go atingiu sua melhor marca em 2019, faturando mais de US$ 900 milhões em compras pelo aplicativo. Os números surpreendem. Depois de viralizar em 2016 com lucro de US$ 832 milhões, a sua popularidade vinha caindo — no ano seguinte, só gerou US$ 582 milhões. Mas, com investimentos em novos recursos e gráfico, o jogo conquistou um retorno raro no setor.

O valor do mercado da Alphabet, dona do Google, está prestes a atingir US$ 1 trilhão pela primeira vez. As ações da empresa têm tido uma alta de 7% desde o início do ano o que pode torná-la a quarta big tech a atingir essa marca, se juntando à Apple, Amazon e Microsoft.

VIVER

Nenhum estilo de arquitetura foi mais controverso que o brutalismo, dizem. Geralmente caracterizadas por formas geométricas angulares feitas de concreto pesado, não são convencionalmente bonitas, mas sempre chamam a atenção. Da Califórnia à Índia, estes são alguns dos exemplos mais loucos de um estilo arquitetônico que muitos adoram odiar.

Esta é a ilustração mais antiga de Veneza do século 14 já encontrada. Imagem foi feita pelo frade Niccolò da Poggibonsi e serviu de base para diversas outras representações da cidade italiana.

Lenny Kravitz, músico, ator e agora designer de interiores: “Comprei uma fazenda orgânica no Brasil chamada Fazenda São Tomé, com cachoeiras, peixes, vacas, cavalos, frutas, legumes e café. Passei os últimos seis anos projetando e reformando a área. É completamente auto-suficiente. Quando você está lá, sente Deus, sente a natureza. Deixei amigos ficarem, mas também vamos abrir para outras pessoas. Então essa é a minha oitava maravilha pessoal, um lugar para reabastecer e revitalizar completamente.”(CN Traveller)

Os índios tupiniquins do Espírito Santo são sobreviventes do genocídio que eliminou os tupi da costa brasileira. A sabedoria que aquela comunidade mantém sobre sua própria origem foi confirmada agora por um estudo de DNA, indicando que os cerca 500 integrantes da etnia que vivem no estado estão entre os últimos representantes do grupo indígena que encontrou Pedro Álvares Cabral. (O Globo)

Fonte: @Meio

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