10 de Novembro de 2020

       CULTURA

Racismo foi o tema central da entrevista que a filósofa, escritora e feminista, Djamila Ribeiro deu ao Roda Viva, da TV Cultura, na noite de ontem. Segundo ela, muitas vezes há um repúdio moral contra o racismo no Brasil, especialmente em redes sociais e que as pessoas se perguntam “como pode ainda haver racismo no século XXI?”. “Quando o Brasil não foi racista? Esse país foi fundado em cima do sangue negro e indígena, um país que teve quatro séculos de escravidão, em que a escravidão foi a base da economia do país”, respondeu Djamila. Assista à íntegra da entrevista no Youtube.

Enquanto o governo estuda formas de transformar o auxílio emergencial em programa permanente para depois da pandemia, o setor cultural não vai contar com apoio semelhante.  Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ao qual a área de Cultura está submetida, a Lei Aldir Blanc “é para este momento da pandemia” e deve ser encerrado, mesmo que o setor demore a se recuperar. (Folha)

Chega hoje às livrarias brasileiras Woody Allen – A Autobiografia, onde o cineasta americano passa a maior parte das 328 páginas se defendendo das acusações feitas pela ex-mulher Mia Farrow de abuso sexual contra uma das filhas adotivas do casal. (Estadão)

COTIDIANO DIGITAL

As mesmas regras contra fake news usadas durante a eleição americana devem ser aplicadas nas eleições municipais daqui. O Facebook e o Twitter têm abordagens distintas, mas, de maneira geral, pretendem rotular conteúdos que indiquem vitória falsa de candidatos ou que desestimulam os eleitores a votarem. Como feito com Donald Trump, as redes só vão remover publicações ou tuítes que não forem feitos diretamente por políticos e candidatos. No caso de posts dessas fontes, só vão aplicar dispositivos que limitem o alcance e o compartilhamento. Todas as redes sociais fizeram uma parceria com TSE que prevê um canal direto de informações oficiais. (Folha)

Então… Talvez demore meses pra avaliar a performance das redes sociais contra a desinformação nas eleições americanas. Mas a percepção inicial é de que conseguiram evitar o descontrole da disseminação como visto em 2016. O Twitter, por exemplo, chegou a marcar 13 publicações de Trump como “contestáveis” ou com possíveis “informações incorretas”. (Bloomberg)

E hoje acontece o evento One More Thing da Apple. A empresa deve apresentar os seus primeiros notebooks com os seus próprios processadores. Segundo a Bloomberg, deve lançar o MacBook Air de 13 polegadas e o MacBook Pro de 13 polegadas e 16 polegadas, com os novos chips. Também deve anunciar uma data de lançamento para sua versão mais recente do macOS. O evento começa às 15h, no horário de Brasília.

       VIVER

Alvo de polêmica entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador paulista João Doria, a vacina Coronavac teve seus testes no Brasil suspensos por determinação da Anvisa devido a um “evento adverso grave”. A rádio CBN, revelou que um dos voluntários que participam do estudo morreu, mas o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a morte não tinha relação com a vacina e que vai cobrar explicações da Anvisa. O Butantan é parceiro do laboratório chinês Sinovac Biotech no desenvolvimento da Coronavac.

Enquanto isso o país continua sem uma ideia precisa da real situação da pandemia. Pelo segundo dia consecutivo, quatro estados não atualizaram seus dados: SP, RJ, MG e AP. O Amapá ainda padece com os efeitos do apagão, enquanto os outros enfrentam problemas para acessar a rede do SUS. Rio e Minas atualizaram o número de casos, mas não de mortes. Pelas informações incompletas, o Brasil teve 264 mortes e 15.211 novos casos nas últimas 24 horas.

O laboratório Pfizer lançou uma onda de otimismo pelo mundo (e pelo mercado financeiro) ao anunciar ontem que sua vacina contra a Covid-19 em parceria com a alemã BioNTech tem eficácia de 90%, embora a fase de testes ainda não tenha sido concluída. A questão é: como isso afeta o Brasil? Diferentemente de outras vacinas, como a Coronavac e a Sputnik V, não há acordo formal para produção ou compra da vacina no Brasil, seja com instituições ou governos. Sem isso, ela não estaria disponível pelo SUS, apenas em redes privadas. (Globo)

A despeito disso, o coordenador dos estudos da Pfizer no Brasil, Edson Moreira, disse que a vacina deverá ser apresentada à Anvisa ainda em novembro, junto com um pedido de uso emergencial. A empresa quer também retomar negociações com o Brasil para compra antecipada. Mesmo admitindo que não terá peso na escolha, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que, se comprovada a eficácia, a vacina poderá, sim, ser comprada pelo governo.

Para não ficar atrás, a Rússia tratou de anunciar que sua vacina em estágio mais adiantado, a Sputnik V, tem eficácia “maior que 90%”. Ao contrário da Pfizer, porém, o governo russo não divulgou qualquer estudo que comprove a afirmação.

Mas ainda há uma boa e saudável dose de ceticismo. A Nature, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo saudou a descoberta, mas ressaltou que os dados da Pfizer não respondem três perguntas. A primeira é se o imunizante é igualmente eficaz contra todos os níveis de contaminação pelo SARS-COV-2. A segunda, se ele impede que pessoas, mesmo imunizadas, passem o vírus adiante. Finalmente, quanto tempo dura a imunidade.

A Procuradoria Geral da República abriu uma investigação para apurar se a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, atuou para impedir que uma menina de 10 anos, vítima de estupro, fizesse um aborto legal.

Panelinha no Meio: Se você pensa que lasanha só se faz com massa, pode ir mudando seus conceitos. Um dos pratos mais famosos das culinárias grega e turca é a moussaka, na qual fatias de berinjela desempenham o papel do macarrão. Assim, nossa receita hoje é uma variação dessa iguaria mediterrânea, uma lasanha de berinjela com ricota e um molho caseiro de tomate. Sabor até não poder mais, e sem carboidratos.

       ECONOMIA

O Brasil vai deixar de ser uma das 10 maiores economias do mundo em 2020. Segundo dados do FMI compilados pela FGV, o PIB brasileiro deve recuar 28,3% este ano, passando de US$ 1,8 trilhão em 2019 para US$ 1,4 trilhão. Assim, deve perder três posições e fechar o ano na 12ª colocação, ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. A pandemia é o principal motivo. Mas muito da queda de posição também vem da desvalorização do real. O dólar médio de 2020 está 30% acima da média do ano passado. (Valor)

Aliás… Este ano, o Ibovespa tem a maior volatilidade anual desde 2008. Com a oscilação cambial, até 29 de outubro, a flutuação de preços no índice subiu de 18%, em 2019, para 47,7%, em 2020, em reais. Para especialistas, a incerteza política e econômica tem feito a bolsa brasileira sofrer mais com a pandemia do que outros mercados.

Na temporada de balanços… O Softbank reverteu o prejuízo e teve lucro líquido de US$ 6,07 bilhões no segundo trimestre fiscal, encerrado em 30 de setembro. A sua receita do segundo trimestre aumentou 4,5%. O resultado ficou acima da expectativa e foi impulsionado pela valorização das ações de algumas das empresas de seu portfólio. (Valor)

A XP teve alta de 119% no seu lucro no 3º trimestre. Esse resultado veio pelo aumento no total de ativos sob custódia, que cresceram 61% e atingiram R$ 563 bilhões ao fim de setembro. (Estadão)

Então… A rentabilidades dos quatro maiores bancos foi de 13,58% no terceiro trimestre, segundo a Economática — a quarta menor da série histórica. Para especialistas, no entanto, o motivo não foi apenas a pandemia. A competição crescente no setor deve acabar com a era de resultados recordes dos bancos. (Estadão)

Os bancos, no entanto, não estão sozinhos. Com a pandemia, a rentabilidade das empresas brasileiras caiu pro menor nível em 11 anos. Segundo o Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec/Fipe), a taxa de lucro ficou em 7,4% no 2º trimestre de 2020, pior resultado desde 2009, o que deve frear seus investimentos.

Enquanto… Com a segunda onda nos seus países, as empresas europeias e americanas, como Coca-Cola e General Motors, estão conseguindo compensar parte das suas perdas com o retorno do consumidor chinês. As vendas do varejo na China registraram em setembro taxa de crescimento de 3,3% — primeiro resultado positivo de 2020. (Globo)

O Ibovespa acompanhou o cenário externo e fechou em +2,52%. Influenciou a vitória de Biden e os resultados positivos da vacina da Pfizer. Assim, o dólar caiu para R$ 5,39. E nos EUA, o S&P 500 ficou em +1,17% e o Dow Jones em +2,87%.

O entusiasmo com a vacina continuou nos mercados asiáticos e europeus. Na Ásia, os índices ficaram, em sua maioria, no azul. Com exceção do Shanghai chinês, que fechou em -0,40%, o Nikkei japonês ficou em +0,26%, o Hang Seng de Hong Kong em +1,10% e o Kospi coreano em +0,23%. Na Europa, pela manhã, o DAX alemão estava em +0,02%, o FTSE 100 inglês em +1,27% e o CAC 40 francês em +1,40%.

Fonte: Meio

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