Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

Os piores filmes do ano

Um dia antes de o Oscar divulgar a lista final de indicados, sua “contraparte” o Framboesa de Ouro, que “premia” os piores do ano, soltou sua relação. Blonde (trailer), infame cinebiografia de Marilyn Monroe, está em oito categorias, incluindo pior filme. Tom Hanks vem em seguida com três indicações: pior ator, por Pinóquio (trailer); pior ator coadjuvante, por Elvis (trailer); e “pior casal”, para ele e sua máscara de látex em Elvis. O anúncio dos vencedores acontecerá em 11 de março, véspera da entrega do Oscar.

Museu Internacional de Arte Naïf (Mian)

Sem teto desde 2016, o acervo com cerca de seis mil obras do Museu Internacional de Arte Naïf (Mian), um dos mais importantes do mundo no gênero, corre o risco de ser desmembrado e enviado ao exterior. Com o objetivo de chamar a atenção para a importância dessas peças e tentar atrair patrocínio para um novo museu, o projeto Arte nas Estações levará 270 trabalhos a três cidades mineiras, podendo se estender a Espírito Santo e Bahia. “Minha intenção é realmente manter a coleção no Brasil”, diz a museóloga Jacqueline Finkelstein, filha do joalheiro francês Lucien Finkelstein (1931-2008), fundador do museu.

Cotidiano Digital

Elon Musk, CEO do Twitter, publicou que há muitos anúncios e espaçosos na plataforma, o que será corrigido. E anunciou um novo plano de assinatura mais caro, mas sem propaganda. O plano atual – o Twitter Blue – custa $7,99 e reduz em 50% a quantidade de anúncios, além de outros benefícios.

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Textão. Outra mudança anunciada, que ainda não chegou aos usuários, toma forma: a plataforma vai liberar textos de até 4 mil caracteres e deve usar o “leia mais”. Assim, o leitor, caso queira, abre o texto na íntegra, mas evita-se impactar o visual da plataforma. (Olhar Digital)
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Desde outubro, quando Musk assumiu, a mudança mais impactante foi a do número de demissões e renúncias. Reportagem calcula que 80% dos funcionários saíram. O CEO da empresa, no entanto, nega números divulgados na matéria.

Fonte: Blog do Bosco, Canal Meio, Nexo.

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

 

Fonte: Canal Mei

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