Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

Lula x Bolsonaro: Polarização acirrada

O movimento das pesquisas indica que Bolsonaro está ganhando terreno. A coisa ainda é incipiente, mas quem trabalha no ramo vê a eleição ficando mais difícil. Lula é o favorito, mas não tem resultado garantido, não.

A pesquisa eleitoral da FSB/BTG divulgada ontem mostra que a distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) está encurtando nos dois turnos, embora, em tese, o levantamento não possa ser comparado ao anterior, já que a lista de candidatos é diferente. Lula recuou três pontos, de 44% para 41%, enquanto Bolsonaro avançou três, de 31% para 34%, nos dois casos, além da margem de erro de dois pontos. Ciro Gomes (PDT) tem 7%; Simone Tebet (MDB), 3%, e José Maria Emayel (DC), 1%. André Janones (Avante) e Pablo Marçal (PROS), que não são mais candidatos, tiveram 2% e 1%, respectivamente. A oscilação no segundo turno  turno também foi de três pontos, com Lula recuando de 54% para 51% e Bolsonaro subindo de 36% para 39%.

Seleção

Um dia depois de lançar os novos modelos de camisas da seleção brasileira de futebol, a Nike agiu para coibir o uso político do uniforme. No site de pré-venda, não é possível personalizar as camisas com os nomes “Lula”, “Bolsonaro”, “Ciro Gomes” e “Tebet”, além de palavras como “comunismo”, “mito” e “socialismo”.mbém foi de três pontos, com Lula recuando de 54% para 51% e Bolsonaro subindo de 36% para 39%.

Menos um

Aliás… A direção do PROS comunicou ontem ao TSE a retirada da candidatura do coach Pablo Marçal ao Planalto. Sob o comando de Eurípedes Júnior, fundador do partido, a ala que defende o apoio a Lula obteve na Justiça o controle da legenda e formalizou o encerramento da candidatura.

Entrevista

Candidato a senador pelo PSB do Rio de Janeiro e pivô de uma crise entre seu partido e o PT no estado, o deputado Alessandro Molon é o entrevistado de hoje do #MesadoMeio. Ele será sabatinado por Mariliz Pereira Jorge, Flávia Tavares e Pedro Doria às 19h, no YouTube. Não perca.

CULTURA

Mesmo quem não é grande fã de musicais reconhece You’re The One That I Want, uma das últimas cenas do filme Grease: Nos Tempos da Brilhantina (trailer), de 1978. John Travolta já era um astro, mas quem roubou a cena foi sua parceira, estreante no cinema, a anglo-australiana Olivia Newton-John, que morreu ontem aos 73 anos. Não que ela fosse uma novata. Seu primeiro compacto datava de 1966, e ela emendou uma sequência de sucessos no Reino Unido, onde vivia, e nos EUA. Mas tornou-se um fenômeno mundial ao viver a adolescente Sandy ao lado de Travolta. Como cantora, o ponto alto de sua carreira aconteceu em 1981, com o disco Physical e sua grudenta faixa-título, mas uma sequência de fracassos e a luta contra o câncer de mama ofuscaram sua produção. A causa da morte não foi divulgada, embora uma fonte ligada à artista tenha dito que ela “perdeu a batalha contra o câncer”.

A lista

Quando a lista de indicados ao Emmy, principal prêmio da TV nos EUA, foi divulgada em julho, duas ausências saltaram aos olhos: Lady Gaga e Tony Bennett, estrelas do especial One Last Time: An Evening With Tony Bennett and Lady Gaga. Registro de dois shows da dupla em Nova York, o programa foi indicado como Melhor Especial de Variedades, cujo prêmio vai para os produtores. A injustiça foi corrigida ontem. Uma nova lista foi divulgada, incluindo os cantores na categoria Melhores Apresentadores. Fazendo jus ao nome, One Last Time traz as últimas apresentações de Bennett, que se aposentou devido à doença de Alzheimer.

Lei Rouanet

Para ler com calma. O esvaziamento da Lei Rouanet levado a cabo desde o início do governo Bolsonaro pode tornar a Lei Aldir Blanc 2 uma tábua de salvação para o setor cultural, especialmente fora do eixo Rio-São Paulo. Vetada pelo presidente e reinstituída pelo Congresso, ela prevê o repasse de R$ 3 bilhões anuais a estados e municípios para investimentos em cultura ao longo de cinco anos. Com valores médios de R$ 24 mil por projeto, a Aldir Blanc 2 tem beneficiado pequenos produtores culturais numa gama maior de municípios.

COTIDIANO DIGITAL

Enviou alguma mensagem no WhatsApp e se arrependeu? Agora você tem um tempo extra para apagá-la. O aplicativo liberou o recurso que permite deletar mensagens enviadas há mais de dois dias. Em vez de 1 hora, o usuário passa a ter 2 dias e 12 horas para voltar atrás. A função entrou em testes no mês passado e já foi liberada a todos os usuários.

Violação

O Google processou novamente a Sonos, empresa americana de áudio, por violação de patentes. O assistente de voz da Sonos para alto-falantes, lançado em maio, teria infringido sete patentes ligadas à tecnologia do Google Assistant. O gigante de buscas planeja levar essas queixas à Comissão de Comércio dos Estados Unidos, pedindo a proibição da importação de produtos que infrinjam as patentes da companhia. A disputa entre as duas empresas que já trabalharam juntas em 2013 dura desde 2020. Em janeiro deste ano, a Justiça americana proibiu o Google de importar e vender alguns telefones, laptops e alto-falantes que violaram patentes da Sonos.

Startups

E a Loggi, de entrega de encomendas, entrou para a lista de startups que vêm cortando seus quadros de funcionários em meio à crise no setor de tecnologia. Nesta segunda-feira, a empresa demitiu 15% de seus 3,6 mil profissionais. Em nota, a empresa disse que a medida “faz parte de um conjunto de ações de aumento de eficiência operacional tomadas nos últimos seis meses para adaptar a companhia ao novo cenário global.” A inflação alta está causando estagnação no comércio eletrônico, impactando diretamente os negócios da startup.

 

Fonte: Canal Meio e Blog do Bosco

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

 

Fonte: Canal Mei

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