Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

 RISCOS CIBERNÉTICOS

Mato Grosso do Sul  14 de maio 2021

Em cinco anos, a exposição a riscos cibernéticos cresceu 10 vezes no Brasil. Segundo a pesquisa da empresa brasileira de segurança cibernética GAT InfoSec, 70% das vulnerabilidades estão ligadas à falta de atualização de servidores e estações de trabalho.

A Colonial Pipeline pagou US$ 5 milhões aos hackers que tomaram controle do maior oleoduto dos Estados Unidos e da qual é dona. A companhia pagou o valor em criptomoeda horas depois do ataque. Os invasores mandaram de volta uma ferramenta para descriptografar a rede fora do ar, mas ela era muito devagar e os técnicos da companhia continuaram tentando restaurar o sistema com os próprios backups.

A empresa restabeleceu parte do funcionamento do oleoduto na quarta, cinco dias após a invasão. Na terça, longas filas começaram a aparecer em cidades da costa leste dos EUA.

O DarkSide, que assumiu a autoria e o FBI confirmou, é, na verdade, uma plataforma que funciona como um ransomware-as-a-service (RaaS) e o lucro é compartilhado entre os donos e afiliados. No Brasil, o Grupo Moura já sofreu um ataque do DarkSide. (Ciso Advisor)

Quando imaginou o Amazon Echo, Jeff Bezos o rascunhou com microfone, alto-falante e botão de mudo. Estava posto o primeiro desafio: como conectar um aparelho sem botões a uma rede sem fio? Para ler com calma

VIVER

Embora o Brasil esteja vivendo uma “ligeira redução” nos casos e mortes por Covid-19, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para o risco de uma terceira onda, com “uma crise sanitária ainda mais grave”, já que ainda há uma intensa circulação do vírus no país.

Mas há uma boa notícia. A própria Fiocruz confirmou a chegada no dia 22 de uma nova carga de insumos para a produção da vacina AstraZeneca. Outro lote está previsto para o dia 19. Hoje a fundação entrega ao Ministério da Saúde 4,1 milhão de doses do imunizante.

Uma má notícia é que o Instituto Butantan interrompeu a produção da CoronaVac por falta de insumos da China. A instituição entregou o último lote de 1,1 milhão de doses e agora vai fazer vacinas contra a gripe até receber mais IFA chinês.

E a Anvisa autorizou ontem os testes da vacina indiana Covaxin em humanos no Brasil. Cerca de 4.500 voluntários devem participar do estudo.

A média móvel de mortes em uma semana no Brasil segue em queda, agora de 24%. Ontem foram registrados 2.340 óbitos, com média de 1.917 e total de 430.596 vítimas.

Enquanto isso… Nos EUA, pessoas que já receberam todas as doses de alguma das vacinas em uso não precisam mais usar máscaras, mesmo em ambientes fechados, nem manter o distanciamento social.

O Brasil tem responsabilidade em liderar a busca para uma solução para a crise climática, sob fiscalização e cobrança dos EUA. Essa é a opinião de John Kerry, preposto do presidente Joe Biden para questões de meio ambiente. Ele afirma disposição de negociar com o governo Bolsonaro sem falar em sanções, mas diz que o Brasil precisa “tomar medidas imediatas para reduzir significativamente o desmatamento em 2021”.

Enquanto isso… A Câmara aprovou ontem a criticada lei geral de licenciamento ambiental. Para ambientalistas, a lei cria uma espécie de licenciamento automático, com simples declaração pela internet e fiscalização por amostragem. O texto segue para o Senado.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, a aprovação do projeto significa, na prática, o fim do licenciamento ambiental. “Os ganhos ambientais obtidos com décadas de trabalho de diferentes governos foram pisoteados”, diz ela.

Veja como ficariam as terras indígenas com as novas regras de licenciamento.

SEM ENEM

Ancelmo Gois: “O presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, informou ontem a membros do Conselho Nacional de Educação que, por falta de tempo e orçamento, não será feito Enem neste ano. Ficará para janeiro ou fevereiro de 2022. Hoje, uma portaria deve ser publicada pelo Inep confirmando o adiamento.”

 

Fonte Canal Meio, Abraji, Blog do Bosco

 

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

 

Fonte: Canal Mei

Compartilhe: